A “Exposição de Arte Podre”

Enio Gomes Fontenelle 11/09/2017

Sei que alguns jovens vão ter vontade de me atirar pedras, mas eu me arrisco assim mesmo.
A visão da tal “Exposição de Arte podre” de Porto Alegre, patrocinada pelo Banco Santander, levou-me a outras plagas.
Fechando os olhos, vi-me a flutuar por entre as nuvens dos pensamentos, buscar no recôndito da alma as coisas belas que os meus 80 anos me permitiram ver ao longo do caminho.
A Capela Cistina… Ah, a Capela Cistina!
A Quinta Sinfonia de Bethoven, o Concerto de Aranjuez.
Para ser mais moderno, Garota de Ipanema, She, na voz de Charles Aznavour, ou Carinhoso, de Pixinguinha.
Em meu voo imaginário, não havia trancos, não havia barrancos, só harmonia e paz.
Surpreendi-me sorrindo.
Abri os olhos, e me deparei com as imagens daquela “Arte Podre” do Santander.
Onde foi parar o nosso senso crítico?
Em que curvas da vida a maviosidade de um violino foi abafada pelos berros irracionais da música Funk?
Como foi que os Globalistas conseguiram convencer uma geração inteira que uma pintura grotesca pode ser melhor do que um Da Vinci?
Por quais caminhos se perderam o tocar de duas mãos tímidas e inocentes por rebolados indecentes que não mostram senão uma disponibilidade gratuita do que deveria custar caro?
Meus queridos jovens brasileiros, vocês estão consumindo lixo, embora não o saibam, talvez.
Cheguem-se a Deus.
Acreditem, Ele existe.
Só assim, vocês poderão experimentar voar para cima da nuvens, e ver a beleza do mundo.

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