Pensamento do Clube Militar – MINUSTAH – Missão Cumprida

Administração Frenare 14/09/2017

Imagem - Pensamento do Clube Militar

O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR

– MINUSTAH –

MISSÃO CUMPRIDA

Gen Clovis Purper Bandeira

Editor de opinião do Clube Militar

12 de setembro de 2017

 

            A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti ou MINUSTAH é uma missão de paz criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSONU) em 20 de abril de 2004, por meio da resolução 1542, para restaurar a ordem no Haiti, após um período de insurgência e a disposição do Presidente Jean-Bertrand Aristide.

            O CSONU decidiu pela extinção da missão em 13 de abril de 2017, num processo gradual de remoção até a completa retirada do contingente militar previsto para 15 de outubro do corrente ano. Ao mesmo tempo, outra missão deve cumprir uma nova função no Haiti: será a Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça do Haiti (MINUSTAH).

            Desde o início de seu funcionamento, coube ao Brasil o comando do contingente militar da ONU, que envolvia um efetivo de aproximadamente 900 militares brasileiros, majoritariamente do Exército. Essa tropa era substituída, a cada seis meses, por novos efetivos, num sistema de rodízio. No total, 30.500 homens e mulheres das Forças Armadas brasileiras participaram da grande empreitada. Acrescentando-se os civis que participaram da missão, mais de 37.000 brasileiros lá serviram.

            Imediatamente após o grande terremoto de 2010, que custou a vida de dezoito militares brasileiros e agravou mais a precária situação haitiana, o efetivo brasileiro dobrou, envolvendo durante algum tempo, 1800 militares.

            Após o terremoto o trabalho aumentou e a missão de paz teve seu escopo completamente modificado. Desde 2004, a missão tinha como objetivo alcançar a estabilização do país, para restaurar a ordem, pacificar guerrilheiros e rebeldes, promover eleições e formar um desenvolvimento institucional e econômico no Haiti. Depois do sismo, decidiu-se prolongar a permanência dos integrantes da ONU no país até o final de 2011, para auxiliar na reconstrução do Estado, que se encontrava completamente destruído, em todos os setores.

            Posteriormente, novos adiamentos do encerramento da missão foram necessários, até a decisão de finalizá-la em 2017.

            As tropas brasileiras já começaram seu desengajamento e retorno ao país, que deverá estar completo até setembro.

            Durante esses treze anos de intenso trabalho militar e humanitário junto ao povo haitiano, o soldado brasileiro, mais uma vez, destacou-se pelo desempenho disciplinado, digno, dedicado e justo, conquistando a simpatia e amizade da grande maioria da população local.

            Ao encerrarmos mais uma missão de paz, a de mais longa duração de nossa história, o Clube Militar saúda os militares conterrâneos que deram seu esforço, seu profissionalismo e, até mesmo, a sua vida no cumprimento do dever.

            Dag Hammarskjöld, Secretário Geral da ONU de 1953 a 1961, disse que missões de paz não eram tarefas para militares, mas que só eles poderiam cumpri-las. O brasil vem comprovando tal assertiva com seu trabalho notável nesse difícil tipo de operação.

 

 

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